08 Março, 2012

Brechó na Escadaria

É no brechó que coisas boas acontecem!
Além de ser uma opção de gastar menos, atende um público diverso dando a chance achar peças diferentes, únicas, antigas e muito saudosismo!

O Brechó se firmou e está acontecendo toda quinta-feira à partir das 17:00 horas na Escadaria Humberto de Campos (que fica entre a Rua da Palma e a Rua do Giz). De frente pro Moiras Drink's! Praia Grande.

Vamos que vamos!

Simplicidade e Custo x Benefício

Até os cartazes, é tudo simples por aqui.
É assim: Uma boa imagem + paint. Pronto! Nem photoshop, corel, editores de imagens complexos ou 'mais-ou-menos' complexo.
Fica aqui as imagens que modifiquei pra divulgar o brechó!

























15 Fevereiro, 2012

Empastando paredes velhas

Nada mais piegas do que procurar Carlos Drummond de Andrade n'uma semana chuvosa, com boas coisas e boas pessoas.
As coisas por si só são cheias de lembranças, entendes?! Cheias de transitoriedades e as vezes a graça está nisso!
Mas não se engane! São 'meias' verdades.
Não se engane! Não é nada pessoal, só verdades cheias de saudade.

Ao Amor Antigo 

O amor antigo vive de si mesmo, não de cultivo alheio ou de presença. 
Nada exige nem pede. 
Nada espera, mas do destino vão nega a sentença.


O amor antigo tem raízes fundas, feitas de sofrimento e de beleza.

Por aquelas mergulha no infinito, e por estas suplanta a natureza.


Se em toda parte o tempo desmorona aquilo que foi grande e deslumbrante, 
a antigo amor, porém, nunca fenece e a cada dia surge mais amante. 


Mais ardente, mas pobre de esperança. 
Mais triste? Não. Ele venceu a dor, e resplandece no seu canto obscuro, 
tanto mais velho quanto mais amor
*

07 Fevereiro, 2012

Brechó No Olho da Rua [no meio da Escadaria]

Para desapego de uns e felicidade de outros vá ao Brecho No Olho do Rua [no meio da Escadaria].

Lá terão roupas, acessórios, sapatos, bolsas, bibelôs, enfeites pra você e pra casa.
Alguns desses itens são usados, mas todos em bom estado para o uso.

Para todos os gostos, tamanhos e idades. Compareçam para a nossa oferta de desapego para a sua felicidades. 




28 Dezembro, 2011

Pureza? Leveza? Ébria...!

*

O que nos resta d’uma segunda-feira-sem-graça além d’um copo cheio de cerveja - por favor, gelada! - nesse copo sujo de bar sujo, perguntei!

Oooh minha cara, ahhhhh!
Não estou desrespeitando seu bar, é so um jeito meio sem jeito de falar uma coisa que a senhora já sabe, não é?!

Minha avó diria que ele não é bem freqüentado, outros nem conhecem - e vou lhe confessar que - uns e outros nem querem vim aqui.
Não se zangue não!
É aqui que gosto de beber e é por aqui que gosto de conversar.

Pausa - Tire a cerveja de lá e ponha aqui, por favor! - Pausa.
O primeiro gole vem com a esperança dos próximos serem mais prazerosos.
Ao meu lado o meu companheiro conta, canta, consta nos atos  fatos que incubem um ser etilicamente ativo, mas o que seria isso? Alto teor, que por estas horas depois de tantos goles e tantos copos quebrados - sem querer, é claro -  incumbem a uma lembrança meio turva, parecida com a espuma e com o Líquido Precioso (iniciais maiúsculas que nem as entidades importantes, que nem os nomes próprios).
. . . 
- Qual sua cor favorita?
- Huuum, quando eu era pequena gostava de verde, hoje em dia uso azul, branco, preto. Mas dizem que branco e preto não são cores, não é?
- Sei lá, eu gosto de vermelho... cores quentes sabe?
- Nossa, que diferente... deves ter alguma explicação “super-macho” pra dar.
- “Super-macho” é?
Risos. Gole de cerveja. Mais risos.
- Ih... Vai, fala! Mas cuidado com as palavras...

Dez, onze, doze copos. Pela leveza do meu corpo e do meu copo com certeza foram bem mais. Este bel prazer de segunda teve seu fim. 
Pedi ao meu companheiro de forma não tão direta, como permitia meu estado, para irmos pra casa. 
Dei um até logo para a senhora do bar. Pronto.

Vou embora ao contrário do que cheguei.
Sem idéias mirabolantes, menos ortodoxa do que antes, mais revolucionária do que nunca, mas nada que cause constrangimento. Nem “meio intelectual”, nem “meio esquerda”.
Mas se cheguei com o sobrolho enrugado d’uma semana ávida de complicações, este havia sido substituído por um semblante embriagadamente alegre.
Depois de uma segunda etilicamente saborosa, acordo com o gosto, não sei se cerveja ou se de excesso. Sinto meu cérebro pulsar e meus olhos mal conseguem abrir, um calor de dentro pra fora, um negócio esquisito! 
É... preciso urgentemente providenciar uma cortina mais escura.

- Bom dia.



*