15 Fevereiro, 2012

Empastando paredes velhas

Nada mais piegas do que procurar Carlos Drummond de Andrade n'uma semana chuvosa, com boas coisas e boas pessoas.
As coisas por si só são cheias de lembranças, entendes?! Cheias de transitoriedades e as vezes a graça está nisso!
Mas não se engane! São 'meias' verdades.
Não se engane! Não é nada pessoal, só verdades cheias de saudade.

Ao Amor Antigo 

O amor antigo vive de si mesmo, não de cultivo alheio ou de presença. 
Nada exige nem pede. 
Nada espera, mas do destino vão nega a sentença.


O amor antigo tem raízes fundas, feitas de sofrimento e de beleza.

Por aquelas mergulha no infinito, e por estas suplanta a natureza.


Se em toda parte o tempo desmorona aquilo que foi grande e deslumbrante, 
a antigo amor, porém, nunca fenece e a cada dia surge mais amante. 


Mais ardente, mas pobre de esperança. 
Mais triste? Não. Ele venceu a dor, e resplandece no seu canto obscuro, 
tanto mais velho quanto mais amor
*